30junho, 2008

Enquanto político só pensa em eleição e garantir o seu, a economia dá péssimos sinais

“Apagão” do gás ameaça a expansão industrial no país

Setores químico, cerâmico, têxtil e de vidro abandonam planos de investimentoComgás, a maior distribuidora do país, cancela negociações para vender mais gás em SP; situação se repete no Rio

Para o jornal britânico, a indefinição sobre as regras de exploração representa um risco maior para a atuação das empresas no Brasil que as dificuldades naturais de explorar óleo e gás natural em campos tão profundos e submetidos a condições adversas de pressão e temperatura.

Previsão de inflação sobe pela 14ª semana e encosta no limite de 6,5%

Os analistas consultados pelo BC também revisaram para cima as expectativas para os demais indicadores inflacionários deste ano.

Economia de R$ 13 bi não é suficiente para pagar os juros em maio; no ano, saldo nominal é positivo

O setor público poupou R$ 13,207 bilhões em maio para pagar dívida, mas o montante não foi suficiente para o pagamento dos juros no período, que somaram R$ 16,173 bilhões.
O resultado foi um déficit nominal de R$ 2,966 bilhões. Em maio do ano passado, o saldo havia sido negativo em R$ 7,452 bilhões.
Os dados são do Banco Central e se referem ao desempenho das contas da União, dos Estados, dos municípios e das estatais.

em país de primeiro mundo parlamento se preocupa com isso

Menino exclui colegas de festa; governo discute caso

enquanto isso por aqui

Gravações mostram que Infraero sofreu pressão da Casa Civil

e aqui ninguém se preocupa

atualização

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que “defende o interesse do povo brasileiro” quando propõe a criação de uma nova estatal para administrar as reservas petrolíferas da camada pré-sal. Lobão deve apresentar em até 60 dias a conclusão de estudos para alterar o atual modelo de exploração de petróleo no país. A criação da nova estatal foi criticada pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em entrevista ao jornal “Valor Econômico” publicada ontem. Para ele, a mudança lesaria a empresa.

e os índios estão viajando….

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27junho, 2008

A economia do país não vai bem, por mais que divulguem dados mostrando o contrário, outras notícias são preocupantes.

Tudo começou em novembro de 2007 com a demissão no Ipea ( Instituto de pesquisa econômica aplicada) de Márcio Pochmann, Regis Bonelli e Gervásio Rezende, e o pedido de afastamento de Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho.

E ontem leio essa notícia:

Presidência pede foco no longo prazo, e Ipea suspende divulgação de projeções trimestrais

Pergunto: porque primeiro demitiram aquele pessoal e agora porque vetar que os dados sejam divulgados?

Preocupante ……………

com a palavra os economistas ……..

Sinais:

Inflação do IGP-M tem maior alta em 5 anos e acumula 13,4% em 12 meses

Governo poupa R$ 5,5 bi em maio para pagar juros, alta de 29% sobre um ano antes

mas a arrecadação continua sempre em alta

Nos primeiros cinco meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 275,423 bilhões, 11,13% acima do registrado no mesmo intervalo de 2007.

depois dessa …..

_”Primeiro, José Dirceu e Lula não são tão íntimos assim, nunca tiveram relação de amizade. No caso Waldomiro, Lula criticou o Zé por ter confiado em um cara que não era confiável. O capítulo mensalão é tratado aqui de um modo diferente. O Zé era chefe da Casa Civil e o Delúbio Soares, tesoureiro do PT. Foi repassado dinheiro aos partidos como ajuda de campanha, não para os caras votarem com o governo. Quando a gente fala que não teve mensalão, é nesse sentido. Não é que eu concorde com isso, mas é diferente da história de que o governo dava mesada aos deputados. Então, o presidente não atribui ao Zé a responsabilidade de ter sido o operador desse esquema. Mesmo assim, na avaliação do presidente, era melhor que o Zé tivesse renunciado, passado um tempo submerso e reconquistado os direitos políticos. Um caminho mais ou menos como o do Palocci.” (Gilberto Carvalho)

 

24junho, 2008

Reverencio a Srª Doutora Ruth Correa Leite Cardoso

Uma intelectual que não se deixou inebriar pelo poder e que trabalhou pensando no país.

 

E o concreto secou!

A obra eleitoreira do *cimento social* foi embargada pelo TER

 

Finalmente uma pessoa de coragem!

 

Promotor compara MST a guerrilha e quer declarar o movimento ilegal

 

Premio Comprometido en defensa
de la Libertad y la democracia

Suzy  Airton  MOVCC  e Paskoal  me agraciaram com este premio, que repasso a todos aqueles que lutam pela verdade.

Agora é a hora de nos unirmos e lutar seriamente para que a DEMOCRACIA impere no país. No momento somos poucas vozes, mas a persistência é a nossa arma.

atualização 26?06

BOTARAM ÁGUA NO CONCRETO  ÊITA PAÍS !

um artigo escrito por uma mulher batalhadora, atuante e inteligente

 

UMA PRIMEIRA-DAMA QUE VALEU A PENA

Quando personalidades marcantes, daquelas que se distinguem no cenário nacional partem, para quem sabe outra dimensão, fica uma sensação de perda como se fosse a de um parente, de alguém próximo, apesar de não termos tido contato pessoal com essa figura. Assim, com certeza, se sentiram os brasileiros quando tomaram conhecimento da morte da ex-primeira-dama, dona Ruth Cardoso, ocorrido em 24/06/2008.

Essa comoção não é normal com relação às primeiras-damas. Geralmente elas não se destacam ofuscadas por seus maridos, sobretudo, quando estes são presidentes da República.

Algumas esposas de presidentes exercem ou simulam exercer certas funções de assistência social sem muita relevância. Outras se limitam a freqüentar ocasiões sociais ou acompanhar seus maridos em viagens para compor o quadro que os eleitores admiram: o da família bem constituída. Portanto, primeiras-damas podem ser também peças de marketing, figuras sem vida própria com tendência a resvalar para futilidades que os privilégios do seu status comportam.

Dona Ruth Cardoso fugiu à regra. Extremamente discreta, dotada de elegância sóbria e gestos comedidos, dona de invejável cultura, ela se destacou no cenário nacional pelo trabalho desenvolvido na área social e pela preocupação com os menos favorecidos.

Antes de mais nada  ela foi uma mulher como o são as mulheres de fibra, ou seja, foi primeiramente mãe. Assim, enquanto o marido Fernando Henrique Cardoso se dedicava aos estudos e fazia brilhante carreira, inclusive internacional como sociólogo, a antropóloga Ruth cuidou dos filhos do casal, o que fez com que sua trajetória acadêmica ocorresse mais lentamente que a dele.

Mesmo assim conseguiu defender o mestrado em 1970 e o doutorado em 1972. Num país como o nosso, em que se cultiva a mediocridade, a educação caiu ao seu nível mais baixo e não se premia o mérito, infelizmente essa enorme dedicação aos estudos é vista como coisa da elite ou algo desnecessário. Seria, então, preciso mudar nossa mentalidade para se reverenciar os que vencem por mérito.

Dona Ruth foi também professora e pesquisadora e, quando seu marido chegou à presidência da República, assumiu a presidência do Programa Comunidade Solidária. A partir daí foi uma primeira-dama incansável no combate à exclusão social. Menos pelo papel que lhe coube junto a Fernando Henrique e mais por sua consciência cívica, sua visão do país, seu sentimento de brasilidade.

Ruth Cardoso não foi a primeira-dama fútil das festas, o ornamento a desfilar junto ao marido, a deslumbrada exibindo jóias e roupas. Mas exerceu o papel para o qual seu preparo intelectual e seu sentimento de cidadã brasileira se conjugaram para fazer da discreta senhora uma pessoa participante do seu tempo, um ser humano útil a outros seres humanos.

Ainda assim, recentemente foi vítima desse tipo de sordidez que permeia o jogo político. O dossiê urdido nas tramas palacianas para denegrir o ex-presidente FHC através dos gastos pessoais realizados durante seu governo, visaram atingir também dona Ruth. De forma firme, sem se intimidar, ela declarou publicamente que se mostrava indignada com a exploração política que estava sendo feita como os gastos pessoais do seu marido e familiares no período em que ele fora presidente. Realmente, uma abominação visando encobrir abusos de outros, estes sim, absurdos.

Dona Ruth, mãe, professora, primeira-dama atuante se foi para outra dimensão. Fica o Brasil em certo estado de orfandade num momento em que faltam mais mulheres dotadas de espírito público, mulheres solidárias, dignas, capazes de entender que cargo não é privilégio, mas encargo e que o fim último da política, como disse Aristóteles, é o bem comum.  

Dona Ruth Cardoso, à sua maneira fez política como se deve fazer.  Ela se foi, mas fica seu exemplo. O exemplo raro de como deve ser uma primeira-dama. Dona Ruth valeu a pena.

Maria Lucia Victor Barbosa