24junho, 2008

Reverencio a Srª Doutora Ruth Correa Leite Cardoso

Uma intelectual que não se deixou inebriar pelo poder e que trabalhou pensando no país.

 

E o concreto secou!

A obra eleitoreira do *cimento social* foi embargada pelo TER

 

Finalmente uma pessoa de coragem!

 

Promotor compara MST a guerrilha e quer declarar o movimento ilegal

 

Premio Comprometido en defensa
de la Libertad y la democracia

Suzy  Airton  MOVCC  e Paskoal  me agraciaram com este premio, que repasso a todos aqueles que lutam pela verdade.

Agora é a hora de nos unirmos e lutar seriamente para que a DEMOCRACIA impere no país. No momento somos poucas vozes, mas a persistência é a nossa arma.

atualização 26?06

BOTARAM ÁGUA NO CONCRETO  ÊITA PAÍS !

um artigo escrito por uma mulher batalhadora, atuante e inteligente

 

UMA PRIMEIRA-DAMA QUE VALEU A PENA

Quando personalidades marcantes, daquelas que se distinguem no cenário nacional partem, para quem sabe outra dimensão, fica uma sensação de perda como se fosse a de um parente, de alguém próximo, apesar de não termos tido contato pessoal com essa figura. Assim, com certeza, se sentiram os brasileiros quando tomaram conhecimento da morte da ex-primeira-dama, dona Ruth Cardoso, ocorrido em 24/06/2008.

Essa comoção não é normal com relação às primeiras-damas. Geralmente elas não se destacam ofuscadas por seus maridos, sobretudo, quando estes são presidentes da República.

Algumas esposas de presidentes exercem ou simulam exercer certas funções de assistência social sem muita relevância. Outras se limitam a freqüentar ocasiões sociais ou acompanhar seus maridos em viagens para compor o quadro que os eleitores admiram: o da família bem constituída. Portanto, primeiras-damas podem ser também peças de marketing, figuras sem vida própria com tendência a resvalar para futilidades que os privilégios do seu status comportam.

Dona Ruth Cardoso fugiu à regra. Extremamente discreta, dotada de elegância sóbria e gestos comedidos, dona de invejável cultura, ela se destacou no cenário nacional pelo trabalho desenvolvido na área social e pela preocupação com os menos favorecidos.

Antes de mais nada  ela foi uma mulher como o são as mulheres de fibra, ou seja, foi primeiramente mãe. Assim, enquanto o marido Fernando Henrique Cardoso se dedicava aos estudos e fazia brilhante carreira, inclusive internacional como sociólogo, a antropóloga Ruth cuidou dos filhos do casal, o que fez com que sua trajetória acadêmica ocorresse mais lentamente que a dele.

Mesmo assim conseguiu defender o mestrado em 1970 e o doutorado em 1972. Num país como o nosso, em que se cultiva a mediocridade, a educação caiu ao seu nível mais baixo e não se premia o mérito, infelizmente essa enorme dedicação aos estudos é vista como coisa da elite ou algo desnecessário. Seria, então, preciso mudar nossa mentalidade para se reverenciar os que vencem por mérito.

Dona Ruth foi também professora e pesquisadora e, quando seu marido chegou à presidência da República, assumiu a presidência do Programa Comunidade Solidária. A partir daí foi uma primeira-dama incansável no combate à exclusão social. Menos pelo papel que lhe coube junto a Fernando Henrique e mais por sua consciência cívica, sua visão do país, seu sentimento de brasilidade.

Ruth Cardoso não foi a primeira-dama fútil das festas, o ornamento a desfilar junto ao marido, a deslumbrada exibindo jóias e roupas. Mas exerceu o papel para o qual seu preparo intelectual e seu sentimento de cidadã brasileira se conjugaram para fazer da discreta senhora uma pessoa participante do seu tempo, um ser humano útil a outros seres humanos.

Ainda assim, recentemente foi vítima desse tipo de sordidez que permeia o jogo político. O dossiê urdido nas tramas palacianas para denegrir o ex-presidente FHC através dos gastos pessoais realizados durante seu governo, visaram atingir também dona Ruth. De forma firme, sem se intimidar, ela declarou publicamente que se mostrava indignada com a exploração política que estava sendo feita como os gastos pessoais do seu marido e familiares no período em que ele fora presidente. Realmente, uma abominação visando encobrir abusos de outros, estes sim, absurdos.

Dona Ruth, mãe, professora, primeira-dama atuante se foi para outra dimensão. Fica o Brasil em certo estado de orfandade num momento em que faltam mais mulheres dotadas de espírito público, mulheres solidárias, dignas, capazes de entender que cargo não é privilégio, mas encargo e que o fim último da política, como disse Aristóteles, é o bem comum.  

Dona Ruth Cardoso, à sua maneira fez política como se deve fazer.  Ela se foi, mas fica seu exemplo. O exemplo raro de como deve ser uma primeira-dama. Dona Ruth valeu a pena.

Maria Lucia Victor Barbosa

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6 Respostas to “”

  1. moita said

    Guerrilha?

    O MST é uma celula subversiva, só pra usas a linguagem da ditadura.
    E menos subversivas por defender ideias e mas para a deliquência e o crime.
    O MST é um PCC da vida política brasileira.

    1 Cheiro

  2. paschoal said

    Bem como eu também te indiquei para o prêmio, fica meu registro:
    A Suzy dos blogs Alkimistas do Brasil e do Direto do Abismo recebeu, merecidamente, um prêmio Internacional chamado “Comprometido en defensa de la Libertad y la Democracia”
    Leia aqui, a íntegra de seu agradecimento e os desdobramentos.
    Com sua habitual cordialidade e solidariedade ela gentilmente nos incluiu entre os Blogs que lutam pela democracia representativa e pela Liberdade.
    Honrado com a distinção, sinto-me feliz em também poder indicar outros blogs lutadores que não se intimidam e lutam para que, amanhã, nossos herdeiros tenham uma Pátria livre e feliz.
    Seu blog está entre os do front, passe em nosso endereço para copiá-lo
    http://ocopista.blogspot.com

  3. keikas said

    Parabens pelo premio…..

  4. CAntonio said

    …..e embora você já tenha sido indicada, eu também a indiquei.

    Quanto ao Cimento… já estava endurecendo, mas a justissia abriu de novo. É só nessa joça de país…

    SDS.

  5. pois é querida, e nesse meio tempo dona marisa letícia fez o quê?

  6. Suzy said

    Stella, o MST nunca foi legal e como guerrilha já deveria ter sido dizimada por meio da prisão dos terroristas que o lideram. Isso só não foi feito até agora porque nosso estado de direito já era!

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